Algum tempo depois de conhecer Jesus, fiquei sabendo que o pai de três amigos estava muito enfermo. Convidei um irmão em Cristo de bem mais idade do que eu para irmos juntos visitá-lo. Confiava que se eu não soubesse o que dizer, meu parceiro certamente saberia. Naquela época, não conhecia os mínimos princípios da maneira bíblica de apresentar o evangelho; meu conceito sobre o tema era algo assim: ‘Deus te ama e tem um plano maravilhoso para tua vida. Ele quer te fazer prosperar e te dar uma vida feliz.” Contudo, ao chegarmos à residência da família, nos deparamos com um senhor de quarenta e poucos anos devastado pelo câncer e em meio a tremenda dor. Os filhos o carregaram para o pátio para que pudéssemos ficar em um lugar mais arejado. Aquele homem, em meio a tremenda dor e lágrimas, nos deu em pouquíssimos minutos o resumo de sua vida. Ele narrou como havia conseguido – com muita luta e honestidade – construir uma linda família. Ao final, em, meio a lágrimas ainda mais transbordantes, ele argumentou: “Jamais fiz mal a ninguém. Sempre procurei ajudar as pessoas e viver honestamente... eu não entendo... me expliquem... como pode Deus me colocar numa situação dessas? Naquele momento, todo o discurso de vitória e prosperidade me desceu goela abaixo! Não soube o que dizer. Meu parceiro apenas disse: “A Bíblia nos ensina a chorar com os que choram e a nos alegrar com os que se alegram.” Oramos com aquele homem e saímos dali arrasados sem conseguir articular a verdadeira mensagem do Evangelho. Ele veio a falecer três meses depois.
A partir daquele momento, tive uma fortíssima convicção de que precisava aprender a repartir a mensagem do evangelho de maneira simples, efetiva e, sobretudo, bíblica com vistas a agradar a Deus. Hoje, alguns anos após o Senhor ter me capacitado a entender e praticar os princípios de evangelismo bíblico em minha caminhada diária, acho que poderia resumir a essência da mensagem de Deus para a humanidade mais ou menos assim:
Cada um de nós está morto em seus delitos e transgressões: uma simples mentira nos torna mentirosos aos olhos de Deus; se usarmos o nome de Deus em vão uma vez sequer, isso nos configura como blasfemos; se olharmos para uma pessoa com lascívia (impureza sexual) nos enquadramos como adúlteros no coração. (Êxodo 20)
Deus é perfeitamente santo, bom e justo: Sua santidade não tolera um único pecado; sua bondade se revela em Sua justiça condenando todo pecado. (Levítico 11:44)
Está determinado ao ser humano morrer uma só vez, vindo depois disso o julgamento. (Hebreus 9:27)
Que somos incapazes de limpar ou compensar os nossos pecados e, portanto, somos culpados diante de Deus. (Isaías 64:6)
Deus amou o mundo de tal maneira que enviou o Seu Filho unigênito, Jesus Cristo, para que todo aquele que crê não pereça, mas tenha a vida eterna: Jesus jamais pecou – nunca mentiu, nem blasfemou ou adulterou, em tudo cumpriu a vontade do Pai. Ele recebeu sobre Si o castigo pelo pecado do Seu povo e venceu a morte ressuscitando ao terceiro dia. (João 3:16, Isaías 53:5,6, Hebreus 4:15)
Deus determinou a todas as pessoas em todos os lugares que se arrependam, pois já determinou o dia em que julgará cada um de nós com a Sua justiça! Que se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e limpar de toda iniqüidade através do sacrifício de Jesus. (Atos 17:31, 1 João 1,9)
Deus promete o Espírito Santo àqueles que põem a sua fé e esperança em Jesus para capacitá-los a viver uma vida que agrade a Ele. O Espírito Santo habitando no cristão é a prova de que ele pertence a Deus e ninguém poderá arrancá-lo das mãos de Jesus. (João 14:26, João 6:39)
Minha oração é que você, leitor, seja encorajado pelo Espírito de Deus a obedecê-Lo na grande comissão e aproveite todas as oportunidades para compartilhar da mensagem do Evangelho de maneira que agrade ao Senhor.
Ao Senhor Jesus seja toda a glória.